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Portugal pode vir a receber mais 1.600 milhões de euros após pedido de Luís Montenegro a Ursula von der Leyen

O primeiro-ministro escreveu à presidente da Comissão Europeia a pedir mais verbas para os países da coesão. A nova proposta de orçamento comunitário dá mais 1.600 milhões a Portugal, reduzindo o corte no envelope nacional, mas a negociação está longe de estar fechada.

Luís Montenegro escreveu a Ursula von der Leyen a pedir mais fundos para a coesão. Numa carta datada de 28 de abril a que a SIC teve acesso, o primeiro-ministro argumentava que a primeira proposta em cima da mesa para o próximo orçamento comunitário não respeitava os tratados nem era equilibrada, prejudicando Portugal.

A Comissão terá tido em conta as críticas de Luís Montenegro e mexeu nos critérios de distribuição. A nova proposta de orçamento comunitário, conhecida esta quinta-feira, dá a Portugal mais 1600 milhões de euros, fazendo o envelope nacional para a coesão e agricultura ultrapassar os 33 mil milhões. Fonte diplomática fala num melhor ponto de partida para as duras negociações que aí vêm.

Há um ano, quando foi conhecida a primeira proposta de orçamento europeu para 2028-2034, o ministro da Agricultura calculou uma perda de cerca de sete mil milhões de euros nas políticas da coesão e da agricultura para Portugal. Entretanto, os protestos dos agricultores fizeram subir as verbas do setor, mas o fosso manteve-se na coesão. Agora, o corte é potencialmente reduzido.

Só que nada está ainda fechado nem garantido. A nova proposta não agrada aos chamados países frugais, como Alemanha, Países Baixos ou Suécia, que querem mais cortes na coesão e agricultura. Um braço de ferro entre líderes. O próximo embate é dentro de uma semana, em Bruxelas, onde serão discutidos os números.

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