PM diz que o Chega queria uma condição “inaceitável” para viabilizar a proposta de reforma da lei laboral

Para o primeiro-ministro, mexer na idade da reforma, como queria André Ventura, é inaceitável. E foi isso que, explicou esta tarde, impossibilitou o entendimento com o Chega na reforma laboral. Quanto à ministra do Trabalho, garante que mantém todas as condições para continuar no Governo.
A reforma laboral morreu na praia, admitiu o primeiro-ministro, na reação ao chumbo do projeto que levou quase um ano a discutir, entre concertação social e Parlamento: “Tivemos um processo negocial sério e profundo com o Chega, na grande maioria das propostas vislumbrava-se um entendimento”, referiu.
Mas o maior partido da oposição queria algo que o Governo não lhe podia dar: a redução da idade da reforma.
“Para o Governo e para mim próprio as pensões são sagradas (…) jamais tomarei qualquer medida que possa levar o país a cortar pensões”.
Luís Montenegro conta que chegou a propor a criação de uma comissão eventual que estudasse a proposta do Chega no âmbito da sustentabilidade da Segurança Social: “Infelizmente o Chega não concordou, fez depender o apoio às alterações laborais dessa condição. Do ponto de vista político é legítimo, do nosso é inaceitável”.
Questionado sobre se a ministra do Trabalho mantém condições para se manter no Governo, o primeiro-ministro respondeu que tem “confiança absoluta”. Apesar do chumbo, Luís Montenegro garante que o Governo não vai desistir das propostas.






