Ministra do Trabalho afasta demissão e diz que o chumbo da reforma laboral é uma “derrota para o país”

A ministra do Trabalho afastou esta tarde qualquer cenário de demissão após o chumbo da proposta de revisão da lei laboral no Parlamento e classificou a decisão como uma “derrota para o país”. Maria do Rosário Palma Ramalho defende se perdeu uma “oportunidade histórica” para fazer avançar Portugal.
A ministra do Trabalho reagiu esta tarde ao chumbo da proposta de revisão da lei laboral, com os votos contra do Chega, Partido Socialista (PS), Livre, PCP, BE, PAN e JPP. Maria do Rosário Palma Ramalho afasta qualquer cenário de demissão e considera que não faz sentido colocar essa hipótese em cima da mesa.
Segundo Maria do Rosário Palma Ramalho, o processo de negociação foi conduzido pelo Governo com toda a tranquilidade e esgotaram-se ao máximo as possibilidades na concertação social.
O acordo não foi alcançado nesse âmbito “por razões exclusivamente políticas”. A governante afirmou ainda que o Governo não teria alterado “absolutamente nada” relativamente à metodologia seguida.
Chumbo é uma “derrota para o país”
Segundo a ministra do Trabalho, o chumbo é uma “derrota para o país”, porque se perdeu uma “oportunidade histórica” para fazer avançar Portugal.
A reforma, acrescentou, ajudaria a melhorar a situação de forma equilibrada, sem retirar direitos aos trabalhadores, aproximando Portugal da Europa em termos de salários e produtividade.
Maria do Rosário Palma Ramalho sublinhou que o Governo respeita a democracia, mas afirmou que o Executivo tem um “elevado sentido institucional” e que não pode trocar qualquer reforma por medidas que ponham em causa as pensões dos portuguese, uma vez que seria quebrar a confiança entre o Estado e os portugueses.





