Um mês depois da tempestade Kristin, há (ainda) quem não possa regressar a casa mas “parar é morrer”

Um mês depois da tempestade Kristin, há quem ainda não tenha conseguido regressar a casa. Outros vão reconstruindo a vida aos poucos, com soluções provisórias, mas ainda longe da normalidade
Os periquitos foram das poucas coisas que Idalina conseguiu salvar depois da tempestade Kristin lhe ter destruído parte da casa. À SIC diz que são a companhia ao fim da tarde, e que o canto substituiu a rádio e ajuda a preencher o silêncio.
“Ando muito cansada, com muita dor de cabeça, não durmo, não me lembro de uma coisa destas e tenho 75 anos. Andava no corredor para trás e para a frente”, conta Idalina.
Agora vive numa das casas instaladas junto ao pavilhão de Colmeias, em Leiria. Há um mês que tenta refazer a rotina, numa casa improvisada até porque, diz, “parar é morrer”.
Há um mês que também Madalena continua sem conseguir regressar a casa na freguesia de São Simão de Litém. Está a viver em casa da irmã e o regresso não está para breve.
“Tem que levar um telhado novo, estou sem água quente partiram-se os canos com a queda da chaminé. (…) Estou com um problema de coluna e, por isso, não posso fazer grandes esforços, ainda pior”
Em Dornes, no concelho de Ferreira do Zêzere, vai-se reconstruindo a vida aos poucos.
“Temos que arranjar o telhado, tenho um quarto para arranjar que tem o chão todo levantado, a mobília foi-se, o frigorifico também e ainda não vimos tudo”, partilha Ivone Leite.
Mais de um mês depois da passagem da tempestade Kristin ainda são evidentes as marcas e algumas parecem não desaparecer mesmo com os trabalhos de limpeza.






