Montenegro só mantém Luís Neves por duas razões: ou por medo de enfrentá-lo ou por querer um para-raios”

Em entrevista à SIC Notícias, o líder do Chega acusa também o PS de fazer falsas exigências, já que, na sua ótica, o partido liderado por José Luís Carneiro vai viabilizar o Orçamento do Estado e ser “a muleta do Governo”
A um dia da rentrée política do Chega, o presidente do partido, André Ventura, na antena da SIC Notícias, aproveita para criticar a do PSD, dizendo que “é gritante a falta de noção da realidade” dos sociais-democratas e acusando o partido de ter ignorado os problemas na Educação e as polémicas em torno do ministro Luís Neves, a quem dirige várias críticas.
“Neste momento Luís Neves não tem nenhuma autoridade política e um primeiro-ministro só mantém um ministro nestas condições por duas razões: ou por receio e medo de enfrentá-lo ou por querer um para-raios, como era Cabrita no Partido Socialista. Se for o saco de pancada de toda a gente, o primeiro-ministro passa ao lado.”
Questionado se a manutenção do ministro da Administração Interna no Governo é linha vermelha para o Chega no que às negociações do Orçamento do Estado diz respeito, Ventura diz apenas que “uma coisa não mexe com a outra”, apesar de tecer duras críticas ao ministro:
“Os portugueses sabem que nós negociámos sempre, mesmo quando no final, como no Código Laboral, chumbámos, mas negociámos o diplomas, trabalhámos. Nós não somos como alguns sindicatos e partidos que só servem para protesto. Nós queremos analisar as coisas, chegar a soluções ou não.”
O líder do Chega acusa ainda o PS de fazer falsas exigências, já que, na sua ótica, o partido liderado por José Luís Carneiro vai viabilizar o Orçamento e ser “a muleta do Governo”.
Apesar da insistência, recusa avançar se votará contra o Orçamento do Estado, lembrando apenas que, até agora, o Chega reprovou as anteriores propostas do Governo porque eram “todas más”.
Apesar de ter sido conhecido que o défice da Segurança Social se situa nos 1,9 mil milhões de euros, André Ventura insiste na descida da idade das reformas e questiona o porquê de estes valores se verificarem já que têm aumentado as contribuições de imigrantes, acrescentando que o organismo está a ser “mal gerido”.
Sobre a decisão de o Estado avançar para a compra de 13,7% da REN, o líder do Chega afirma que é uma decisão “precipitada e pouco fundamentada”, justificando que este negócio não se refletirá na fatura de energia dos portugueses.
Outro tema que não era prioridade para Ventura era a compra das fragatas italianas, apesar de dizer estar alinhado com os objetivos de reforço da Defesa impostos pela NATO.






