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Ministro diz que redução de imigrantes brasileiros resulta de políticas migratórias “mais exigentes”

António Leitão Amaro lembra que políticas migratórias mudaram, com um maior “apertar de regras”, pelo que “é normal que os fluxos migratórios respondam a isso”.

O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, afirmou esta quinta-feira que a redução de imigrantes brasileiros em Portugal condiz com a tradição dos fluxos entre os dois países, mas também das dinâmicas económicas no Brasil e das novas regras migratórias.

Nos últimos dias têm sido notícia a saída de muitos imigrantes brasileiros de Portugal, confirmada pela Embaixada do Brasil, por questões como as novas regras migratórias, o preço das rendas ou os baixos salários, mas Leitão Amaro considera que se assiste, “sobretudo a uma situação de estabilização” dos números, cujos dados mais recentes (final de 2024) indicam cerca de meio milhão.

Essa estabilização dos fluxos “era o grande objetivo das políticas migratórias” aprovadas desde 2024, com um maior “apertar de regras e mais segurança”, mas “sem fechar a portar”.

“Toda a imigração brasileira teve períodos de subida, períodos de estabilização e períodos de ligeira descida ou mesmo descida em função do fluxo económico”, salientou.

O Brasil é um “país economicamente superior a vários outros países, comparando, por exemplo, com países africanos da Ásia e mesmo com as condições de vida de vários países latino-americanos” pelo que quando a “sua economia acelera um pouco, os incentivos ao regresso também aumentam”

Por outro lado, também “se sabe que as regras em Portugal se tornaram mais exigentes. As portas não estão escancaradas e também não estão todas fechadas, mas é mais exigente o processo”.

“Portanto, é normal que os fluxos migratórios respondam a isso”, acrescentou o governante.

Sem referir números, o consulado do Brasil em Lisboa já confirmou que há um aumento do número de brasileiros que procuram ajuda para regressar ao Brasil e há vários casos de testemunhos de imigrantes que anunciaram a intenção de voltar ao seu país ou emigrar para outros países europeus.

A estabilização da economia brasileira, a burocracia, os baixos salários e o custo de vida em Portugal, a par do aumento do sentimento anti-imigrantes na opinião pública, têm sido algumas das razões invocadas.

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