Nacional

Fim da paz para o Governo de Montenegro? Greves vão continuar, mas resgisto mantém-se abaixo do de Costa

A paz social de que Luís Montenegro beneficiou no início da legislatura parece ter chegado ao fim. Depois da greve geral da semana passada, já estão previstas novas paralisações para os próximos meses. O Governo continua ainda longe dos níveis de contestação enfrentados por António Costa, mas a greve convocada pela UGT e pela CGTP, no ano passado, era algo que não acontecia desde os tempos de Passos Coelho.

O Executivo de Luís Montenegro gozou de alguma paz social quando chegou ao poder, em 2024, devido à valorização de várias carreiras na Função Pública. A tranquilidade viria a acabar em julho de 2025, com o anteprojeto de Lei da reforma da legislação laboral.

Ao contrário de António Costa, Luís Montenegro enfrentou uma greve geral convocada pelas duas centrais sindicais, a última tinha sido nos tempos da Troika, quando Pedro Passos Coelho era primeiro-ministro. Mas, se fizermos as contas a todas as greves, Montenegro ainda está longe de somar o mesmo número de paralisações do primeiro-ministro socialista.

Em dois anos de Governo, Luís Montenegro enfrentou 2,5 pré-avisos de greve por dia, abaixo dos 3,6 registados no último governo de maioria absoluta de António Costa. No total, foram feitas 1.890 greves desde que o líder social-democrata chegou a São Bento, a maioria no setor privado.

A mais recente foi a greve geral, a 3 de junho, convocada pela CGTP, que tinha o pacote laboral como alvo. Um dia depois do feriado do Corpo de Deus, houve mais uma greve nas escolas, desta vez do pessoal não-docente.

A contestação social vai continuar. Para esta segunda-feira, há mais uma paralisação agendada, dos trabalhadores dos Registos e Notariado, que prometem parar até dia 13 de junho.

A Fenprof também já entregou um pré-aviso para dia 15 de junho e marcou uma manifestação em frente ao Ministério da Educação

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo