Montenegro critica oposição e diz estar “tudo menos preocupado” com o seu futuro político

Luís Montenegro teceu duras críticas às “estratégias manhosas” dos partidos da oposição, durante o congresso do PSD, um dia depois do chumbo do pacote laboral. O primeiro-ministro acusa o PS e o Chega de “bloquearem soluções” e de serem “teleguiados por comentadores mentores ou pelas redes sociais”.
O presidente do PSD e primeiro-ministro afirmou este sábado não estar preocupado com o seu futuro político, dizendo que não se deixará intimidar nem cederá a qualquer tipo de pressão.
Luís Montenegro falava no arranque do 43.º Congresso do PSD, que decorre até domingo no Velódromo de Sangalhos, em Anadia (Aveiro).
“Foi a terceira vez que me elegeram presidente, quase que me apetece dizer: vocês já sabem o que a casa gasta, não tomaram essa decisão por engano: Eu estou tudo menos preocupado com o meu futuro político, sabem que eu sou de assumir o risco, de ousar de sonhar, não sou de me intimidar”, avisou, sem esclarecer os destinatários desta mensagem que parece ser dirigida a críticos internos.
O presidente do PSD e primeiro-ministro afirmou que tal não é dito “com arrogância ou soberba”, mas com “desprendimento e sentido de dever”.
“Nós não governamos por causa das eleições, mas a causa de ganharmos eleições é governarmos bem. Nós não somos os donos da verdade, mas nós temos a obrigação de executar o nosso compromisso, o nosso projeto, o nosso programa, porque foi essa a responsabilidade que nos foi dada pelas pessoas”, afirmou numa frase que faz lembrar outra do antigo líder do PSD Pedro Passos Coelho, “que se lixem as eleições”. “Estamos aqui para cumprir a nossa missão de levarmos o país para a frente, com firmeza, sem ceder a nenhum tipo de pressa”, acrescentou Montenegro.
Luís Montenegro teceu duras críticas às “estratégias manhosas” das oposições, referindo-se ao Chega e ao Partido Socialista, que acusa de “bloquearem soluções” e de serem “teleguiados por comentadores mentores ou pelas redes sociais”.
“São tantos os que reclamam que mude tudo, mas verdadeiramente desejam que tudo fique na mesma. Como ainda ontem se viu com especial nitidez, as oposições vibram com a politiquice e destratam a mudança. Falta-lhes a coragem, falta-lhes a firmeza e o sentido de responsabilidade”, acusou.
O Partido Social Democrata (PSD) reúne o 43.º Congresso em Anadia, no distrito de Aveiro, um dia depois de o Chega ter rejeitado a proposta de alterações à lei laboral, que o Governo classificava como decisiva.
À entrada para o 43.º congresso do PSD, o secretário-geral do partido rejeitou qualquer cenário de instabilidade política no país, após a legislação laboral apresentada pelo Governo ter sido chumbada no Parlamento.
“Não há crise nenhuma em Portugal. Pelo contrário, há uma estabilidade, uma previsão de a legislatura se cumprir e há um Governo que está a governar, às vezes consegue aquilo que quer no Parlamento e outras vezes não, fruto da conjuntura que os portugueses quiseram”, disse Hugo Soares.





