Chumbo do pacote laboral marca congresso do PSD

O congresso é aberto pelo presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o chumbo da proposta do Governo de revisão da legislação do trabalho deverá ser um dos temas a marcar o evento. À entrada para o evento, Hugo Soares rejeitou qualquer cenário de instabilidade política no país.
O Partido Social Democrata (PSD) reúne o 43.º Congresso em Anadia, no distrito de Aveiro, um dia depois de o Chega ter rejeitado a proposta de alterações à lei laboral, que o Governo classificava como decisiva.
O congresso é aberto pelo presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o chumbo da proposta do Governo de revisão da legislação do trabalho deverá ser um dos temas a marcar o evento.
Tanto o primeiro-ministro, Luís Montenegro, como o líder parlamentar social-democrata, Hugo Soares, colocaram o ónus do falhanço do acordo no Chega, que acusaram de querer pôr em causa a sustentabilidade da Segurança Social, ao insistir na descida da idade da reforma como condição para aprovar a proposta do Governo.
À entrada para o 43.º congresso do PSD, o secretário-geral do partido rejeitou qualquer cenário de instabilidade política no país, após a legislação laboral apresentada pelo Governo ter sido chumbada no Parlamento.
“Não há crise nenhuma em Portugal. Pelo contrário, há uma estabilidade, uma previsão de a legislatura se cumprir e há um Governo que está a governar, às vezes consegue aquilo que quer no Parlamento e outras vezes não, fruto da conjuntura que os portugueses quiseram”, disse Hugo Soares.
Confrontando pelos jornalistas sobre a falta de confiança de um Governo minoritário para negociar com os dois maiores partidos da oposição (Chega e PS), Hugo Soares reiterou que os sociais-democratas negoceiam com todos e que “crises artificiais e uma potencial instabilidade política daqui a seis meses, um ano ou dois são muito boas para alimentar o comentário político”.
O dirigente considerou que a votação de quinta-feira na Lei Laboral “foi um dia mau para o país”, mas que não vai “mudar nada” nem alterar o rumo do Governo, que “tem uma estratégia”.
Chega mudou de rumo e chumbou pacote laboral
Depois de, na quinta-feira, Hugo Soares ter dado a revisão do Código do Trabalho como aprovada na generalidade – com o presidente do Chega, André Ventura, a antecipar também vitórias para os trabalhadores em matérias reivindicadas pelo partido – na sexta-feira o diploma acabou rejeitado com os votos contra do Chega e da esquerda.
Este volte face poderá mudar o tom do Congresso, que não tinha polémicas anunciadas, com Luís Montenegro a remeter uma análise da situação política mais aprofundada para a sua intervenção nesta reunião magna.





