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Greve Geral: Governo garante que “esmagadora maioria está a trabalhar”, oposição acusa Montenegro de arrogância

Apesar da CGTP defender que a greve demonstra um nível significativo de adesão, o Governo mantém, contudo, a avaliação de que a paralisação tem expressão limitada, apesar desta ser a segunda greve geral em seis meses.

Há escolas encerradas, transportes parados e hospitais a funcionar com fortes constrangimentos, mas o Governo garante que o país está a trabalhar e que a adesão à greve geral desta quarta-feira é “muito baixa” ou mesmo “residual”, sobretudo no setor privado.

Em conferência de imprensa, a ministra do Trabalho afirmou que a maioria dos portugueses está a trabalhar e que a paralisação tem tido maior impacto no setor público, sem, no entanto, levantar preocupações adicionais.

“A esmagadora maioria dos portugueses está a trabalhar. No setor privado a adesão é absolutamente residual e em algumas áreas é mesmo nula. No setor público, os serviços estão genericamente a responder, com destaque para os transportes e saúde através dos serviços mínimos que foram decretados”, disse Maria do Rosário Palma Ramalho.
O balanço do Executivo motivou uma reação dura da oposição à esquerda. Paulo Raimundo, acusou o primeiro-ministro de falta de humildade e de desvalorizar a dimensão do protesto.

“Perante a realidade receio que vai [Luís Montenegro] insistir na arrogância. Enquanto o senhor primeiro-ministro se mantiver na própria ilusão e no seu mundinho convencido da própria propaganda a realidade vai-lhe rebentar na mão”, atira o secretário-geral do PCP.

Também a CGTP critica a posição do Governo, acusando Luís Montenegro de arrogância e defendendo que a greve demonstra um nível significativo de adesão e descontentamento.

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