Internacional

Guarda Revolucionária jura “caçar e matar” primeiro-ministro de Israel

A Guarda Revolucionária iraniana prometeu hoje “caçar e matar” o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, no 16.º dia do conflito desencadeados pelos ataques de Israel e Estados Unidos contra o Irão.

Se este criminoso assassino de crianças ainda estiver vivo, continuaremos a caçá-lo e a matá-lo com todas as nossas forças”, escreveu a Guarda num comunicado.
Em retaliação pela ofensiva lançada em 28 de fevereiro, o Irão condicionou o tráfego no estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

Os Emirados Árabes Unidos relataram hoje um novo ataque com mísseis lançado a partir do Irão, com as autoridades a aconselharem os residentes a abrigarem-se em locais seguros.

O gabinete de imprensa de Abu Dhabi, capital do país, informou sobre um incêndio iniciado por um drone que atingiu uma instalação petrolífera na zona de Ruwais, que foi posteriormente controlado.

O gabinete de imprensa no Dubai, também nos Emirados Árabes Unidos, informou que os sistemas de defesa aérea intercetaram drones nas zonas de Marina e Al Sufouh.

O país tem “o direito de se defender” contra os ataques iranianos, mas continua a optar pela moderação, sublinhou na rede social Anwar Gargash, conselheiro da presidêncial emirati.

Os Emirados Árabes Unidos “fizeram esforços sinceros até ao último momento para mediar entre Washington e Teerão de forma a evitar esta guerra”, acrescentou Gargash.

O Irão alertou que considera os portos dos Emirados Árabes Unidos alvos legítimos e classificou como “uma piada” o apoio prometido pela Ucrânia aos aliados dos Estados Unidos no Golfo na luta contra os drones.

Na Arábia Saudita, o Ministério da Defesa informou ter intercetado pelo menos 12 drones nas últimas quatro horas, em várias mensagens publicadas na rede social X.

A Guarda Nacional do Kuwait informou ter abatido cinco drones nas últimas 24 horas.

Anteriormente, as mesmas autoridades reportaram ataques de drones contra sistemas de radar no Aeroporto Internacional do Kuwait, bem como na base aérea de Ahmad Al Jaber, ferindo três soldados.

Fortes explosões foram ouvidas em Manama, capital do Bahrein, segundo dois jornalistas da agência de notícias France-Presse presentes no local.

Desde o início da guerra, o Bahrein afirma ter intercetado 125 mísseis iranianos e 203 drones, além de ter registado duas mortes. Noutros países do Golfo, estes ataques resultaram em 24 mortes.

“O que estamos a fazer é simplesmente aplicar o conhecido princípio de olho por olho”, declarou, no sábado, o ministro dos negócios estrangeiros do Irão, Abbas Araqhchi.

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