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Operação Marquês: José Sócrates está (outra vez) sem advogado

A quarta advogada de Sócrates, Sara Leitão Moreira, disse em tribunal que não é uma “figurante” e que “fazer justiça não é fazer número”. E agora, o que acontece a Sócrates? O tribunal ordenou, outra vez, a nomeação de um advogado oficioso.

15 dias foi o tempo que durou a quarta advogada de José Sócrates. Depois de João Araújo, Pedro Delille, José Preto, que nunca se estreou no julgamento, e de dois advogados oficiosos,

Mas esta terça-feira, e depois de o tribunal lhe negar os cinco meses e meio pedidos para se preparar, a magistrada pediu a renúncia com efeitos imediatos sustentando que “não sou figurante”.

Na sequência da renúncia, o tribunal ordenou a nomeação de um advogado oficioso para que o julgamento prossiga, tendo a sessão desta terça-feira sido interrompida e o julgamento suspenso até ser nomeado o advogado oficioso pela Ordem.

“É neste ponto que estamos. Não é nada que não pudéssemos antecipar. Seria o cenário mais extremo. Foi o que aconteceu. É o que podemos fazer. Vamos aguardar. Lamentamos os incómodos”, declarou a juíza Susana Seca.

A advogada e professora assistente na Coimbra Business School, fez parte da lista de Ana Abrunhosa para a Câmara de Coimbra.

Apesar de ter estado fora dos casos mais mediáticos, fez, ainda que por pouco tempo, parte de um processo que, na verdade, não lhe é estranho. À SIC disse que colaborou com Pedro Delille num recurso em que Sócrates recusou a pulseira eletrónica.

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