EUA ameaçam intensificar ofensiva contra o Irão se conflito não terminar na próxima semana

Nas avenidas pouco movimentadas de Teerão, entre o som das explosões e o fumo que sobe entre os prédios, a propaganda tenta preencher o vazio com faixas que simbolizam a passagem de testemunho a Mojtaba Khamenei. É agora o novo rosto de um regime que, segundo Washington, está a ser destruído a uma velocidade nunca antes vista.
Enquanto as ofensivas dos Estados Unidos e de Israel continuam, ao décimo quarto dia de guerra, a República Islâmica do Irão tenta projetar força, tanto interna como externamente. A Guarda Revolucionária alertou que qualquer manifestação contra o poder será confrontada com uma resposta contundente.
Apesar das bombas, milhares de pessoas saíram às ruas esta sexta-feira para celebrar o Dia de Al-Quds, em protesto contra a ocupação israelita da Palestina. Pelo menos uma vítima mortal foi reportada devido a uma explosão durante os protestos.
O novo líder supremo do Irão ainda não foi visto em público e o Pentágono afirma saber o motivo.
“Desesperados e escondidos, passaram à clandestinidade, encolhidos de medo. É isso que os ratos fazem. Sabemos que o novo líder, não tão supremo, está ferido e provavelmente desfigurado. Apelou à unidade. Aparentemente matar dezenas de milhares de manifestantes é o seu tipo de unidade”, afirmou Pette Hegseth, secretário de Defesa dos EUA.
A resposta de Teerão continua no Estreito de Ormuz, com mais um navio atingido. Os Estados Unidos já admitem enviar mais navios de guerra para escoltar os petroleiros na região.
O Irão também reivindicou uma nova vaga de ataques a bases militares israelitas e outros alvos no Médio Oriente.
Nos Emirados Árabes Unidos e na Arábia Saudita, centenas de drones e mísseis foram intercetados, e, pela terceira vez desde o início do conflito, a NATO teve de intervir, abatendo mais um míssil iraniano sobre a Turquia.
A guerra tem também um preço aos Estados Unidos. Seis militares norte-americanos morreram após queda de avião-tanque no Iraque que caiu no Iraque. Washington garante que a queda não foi provocada por nenhum disparo.
Donald Trump, por sua vez, admite que a Rússia possa ser um aliado do regime iraniano.
O presidente norte-americano também afirmou que, se o conflito não terminar na próxima semana, a ofensiva será ainda mais forte






