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André Ventura reage a polémica no Chega e nega divisões internas após caso na Câmara de Lisboa

Líder do Chega garante que partido “não protege ninguém” e afirma que já decorrem procedimentos internos após exoneração de militante ligada a polémica com arrendamento a imigrantes
O líder do Chega, André Ventura, negou este domingo qualquer “desalinhamento” interno no partido após a polémica que envolve uma militante exonerada da Câmara Municipal de Lisboa. O caso ganhou destaque mediático depois de ter sido revelado que a militante arrendava casas a imigrantes em condições consideradas indignas. Em declarações aos jornalistas em Lisboa, Ventura assegurou que o partido já tem “procedimentos em marcha” para apurar responsabilidades e sublinhou que o Chega não protege qualquer militante envolvido em situações controversas.

A polémica envolve Mafalda Livermore, militante do Chega que desempenhava funções nos serviços sociais da autarquia lisboeta. A nomeação para o cargo foi feita após indicação do vereador do partido, Bruno Mascarenhas, com quem alegadamente mantém uma relação pessoal. No entanto, Ventura fez questão de esclarecer que a decisão final de nomeação pertenceu ao presidente da autarquia, Carlos Moedas. A situação tornou-se pública após uma reportagem do programa A Prova dos Factos, da RTP, que denunciou as condições precárias dos imóveis arrendados a imigrantes.

 

Segundo as informações divulgadas, Mafalda Livermore permaneceu cerca de três meses no cargo na autarquia lisboeta. A sua nomeação já tinha gerado críticas anteriormente, inclusive dentro do próprio espectro político. Na altura, Bruno Mascarenhas chegou a afirmar que a decisão mostrava que “já não havia linhas vermelhas” na política municipal. Já Carlos Moedas defendeu a escolha, alegando que a nomeação se baseava em critérios de competência profissional.

O caso ganhou novos contornos no sábado, quando a deputada do Chega Rita Matias criticou publicamente a situação e pediu mesmo a demissão de Bruno Mascarenhas do cargo de vereador na Câmara de Lisboa. A parlamentar afirmou que o partido não pode compactuar com situações em que imigrantes vivem em condições indignas, classificando o caso como “absolutamente condenável”. Rita Matias acrescentou ainda que, caso Mascarenhas deixe o cargo, deveria entregar o lugar a outro representante do partido, em vez de permanecer como vereador independente.

Perante as declarações da deputada, André Ventura saiu em sua defesa e rejeitou qualquer ideia de conflito interno no Chega. O líder partidário explicou que Rita Matias apenas expressou uma opinião política sobre um caso que já se tornou público e mediático. Ventura reforçou que o partido é “livre e democrático” e que as conclusões da investigação interna serão tornadas públicas assim que os procedimentos em curso estiverem concluídos, mantendo o caso no centro do debate político nacional.

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