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André Ventura defende adiamento da segunda volta das presidenciais devido ao mau tempo

André Ventura defende adiamento da segunda volta das presidenciais devido ao mau tempo

Disse que Portugal precisava de três Salazares e, em entrevista por escrito, defende que foi o 25 de Novembro, e não o 25 de Abril, que trouxe a liberdade. Acha que a esquerda, ‘quando não concorda, tenta calar, censurar e prender’.

O candidato presidencial André Ventura, apoiado pelo Chega, defendeu esta quinta-feira o adiamento por uma semana da segunda volta das eleições presidenciais, alegando que não existem condições para a realização do ato eleitoral devido aos efeitos do mau tempo que afeta o país desde a semana passada.

“Vou propor hoje ao outro candidato, ao Presidente da República e aos vários poderes municipais que, por uma questão de igualdade entre todos os portugueses, o ato eleitoral seja adiado uma semana”, afirmou Ventura, durante um almoço com autarcas do Chega, no Algarve.

O candidato anunciou que irá formalizar a proposta ainda esta quinta-feira, defendendo que a segunda volta seja realizada a 15 de fevereiro, à semelhança do que já foi decidido no concelho de Alcácer do Sal.

“A última preocupação das pessoas são eleições”
Em declarações aos jornalistas, em São Bartolomeu de Messines, Ventura considerou que a atual situação do país exige uma resposta política responsável.

“Um político tem de responder ao que está a acontecer e estar ao lado do seu país. Neste momento, a última preocupação das pessoas são eleições e votos. As pessoas estão sem telhados, sem luz, sem abastecimento de água e sem comunicações”, afirmou.

Segundo o candidato, realizar eleições neste contexto compromete a igualdade entre eleitores.

“Não há portugueses de primeira e de segunda. Nenhuma eleição é mais importante do que ajudar a população que nos elege”, defendeu.

Falta de condições para votar
Ventura sublinhou que a segunda volta, marcada para 8 de fevereiro, decorre num contexto de crise provocada por um “comboio de depressões” que atingiu várias regiões do país.

Francamente, acho que não temos condições para ir a eleições marcadas e disputadas neste contexto”, afirmou.

O candidato questionou ainda a legitimidade do processo eleitoral quando parte da população enfrenta dificuldades graves.

“Como é que podemos estar a votar tranquilamente nas nossas zonas, sabendo que compatriotas em Leiria, Alcácer do Sal, Algarve ou Portalegre não estão a conseguir votar e vivem sob condições mínimas?”, questionou.

O candidato anunciou que irá formalizar a proposta ainda esta quinta-feira, defendendo que a segunda volta seja realizada a 15 de fevereiro, à semelhança do que já foi decidido no concelho de Alcácer do Sal.

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