Tribunal aceita providência cautelar de Sócrates, mas juíza decide continuar julgamento

A juíza da Operação Marquês decidiu continuar o julgamento apesar da providência cautelar de José Sócrates Sócrates ter sido aceite no Tribunal Administrativo de Lisboa.
O antigo Primeiro-Ministro português José Sócrates, o principal arguido no caso de corrupção da Operação Marquês, chega ao Tribunal Central Criminal de Lisboa, em Lisboa, Portugal, a 10 de setembro de 2025.FILIPE AMORIM / LUSA
O Tribunal Administrativo de Lisboa aceitou a providência cautelar interposta pelo ex-primeiro-ministro para afastar o defensor oficioso, Luís Esteves.
A Ordem dos Advogados quis nomear um advogado oficioso para representar Sócrates no julgamento da Operação Marquês, mas o antigo governante interpôs uma providência cautelar para anular a decisão.
Sócrates fica assim sem defesa.
Apesar da decisão do Tribunal Administrativo, a juíza da Operação Marquês decidiu prosseguir com o julgamento.
Operação Marquês
José Sócrates, de 68 anos, está pronunciado (acusado após instrução) de 22 crimes, incluindo três de corrupção, por ter, alegadamente, recebido dinheiro para beneficiar o grupo Lena, o Grupo Espírito Santo (GES) e o ‘resort’ algarvio de Vale do Lobo.
No total, o processo conta com 21 arguidos, que têm, em geral, negado a prática dos 117 crimes económico-financeiros que globalmente lhes são imputados.
Os ilícitos terão sido praticados entre 2005 e 2014 e, no primeiro semestre deste ano, podem prescrever, segundo o tribunal, os crimes de corrupção mais antigos, relacionados com Vale do Lobo.






