Benfica

Prestianni nega alegados insultos racistas contra Vinícius Júnior: “Interpretou mal”

Depois de uma altercação com Vini Jr., o avançado das ‘águias’ afirmou que nunca foi racista e lamenta as ameaças que recebeu dos jogadores do Real Madrid

O futebolista argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, negou esta quarta-feira ter proferido insultos racistas contra o brasileiro Vinícius Júnior, na derrota frente ao Real Madrid, para a Liga dos Campeões da UEFA.

“Quero esclarecer que em momento algum proferi insultos racistas contra o jogador Vinícius Júnior, que infelizmente interpretou mal o que pensava ter ouvido”, disse Prestianni.

Nunca fui racista com ninguém e lamento as ameaças que recebi de jogadores do Real Madrid”, acrescentou o argentino, de 20 anos, na rede social Instagram, mais de três horas depois do final da partida.

Vinícius Jr. decidiu a vitória dos espanhóis (1-0), no Estádio da Luz, em Lisboa, para a primeira mão do play-off da fase a eliminar da Liga dos Campeões, tendo indignado o público na comemoração do único golo do jogo, aos 50 minutos.

O avançado madrileno recebeu cartão amarelo pelos festejos e teve uma altercação com Prestianni, que foi acusado pelo brasileiro de ter proferido alegados insultos racistas.

O árbitro francês François Letexier interrompeu o encontro e acionou o protocolo antirracismo, retomando a ação quase 10 minutos depois, já depois de alguma confusão na zona técnica com elementos das duas equipas e do arremesso de objetos por parte dos adeptos para o relvado.

Racistas são, acima de tudo, covardes. Precisam de colocar a camisola na boca para demonstrar como são fracos. Eles têm ao lado proteção de outros que teoricamente têm a obrigação de punir. Nada do que aconteceu hoje é novidade na minha vida e na da minha família”, lê-se numa mensagem publicada por Vinícius Jr. redes sociais, após o jogo.

Após o jogo, na zona mista, o avançado francês do Real Madrid Kylian Mbappé acusou Prestianni de ter chamado por cinco vezes ‘macaco’ a Vinícius Jr.

“O número 25 do Benfica, não quero dizer o nome ele não merece, com a camisola em frente à boca, chamou ‘mono’ [macaco em castelhano] cinco vezes. Eu ouvi. Os jogadores ouviram e do Benfica também”, afirmou.

O alegado episódio de racismo foi condenado pela Confederação Brasileira de Futebol, que se solidarizou com o avançado, habitual convocado pela seleção do seu país, detentora de cinco títulos mundiais.

Racismo é crime. É inaceitável. Não pode existir no futebol nem em lugar algum. Vini, você não está sozinho. A sua atitude ao acionar o protocolo é exemplo de coragem e dignidade. Temos orgulho em você. Seguiremos firmes na luta contra todas as formas de discriminação. Estamos ao seu lado. Sempre”, transmitiu o organismo, numa publicação nas redes sociais.

Real Madrid, recordista de troféus (15), e Benfica, triunfante em 1960/61 e 1961/62, voltam a medir forças em 25 de fevereiro, no Estádio Santiago Bernabéu, na capital de Espanha, com o vencedor da eliminatória a defrontar nos ‘oitavos’ o bicampeão português Sporting ou os ingleses do Manchester City

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo