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Ventura assume resultados abaixo das expectativas e fala em “união do sistema” contra si

O candidato apoiado pelo Chega defendeu que tentou criar uma alternativa para uma ‘Presidência diferente’ e afirmou que os partidos se uniram contra a sua candidatura. Apesar da derrota, destacou o reforço significativo obtido face à primeira volta e prometeu continuar a trabalhar para convencer o país da necessidade de mudança.

O candidato a Belém André Ventura manifestou este domingo a esperança de que António José Seguro seja “um bom Presidente” da República, mas disse preferir aguardar pelo resultado das eleições para avaliar uma eventual reconfiguração da direita.

Se se confirmarem estes resultados, coisa que farei dentro de minutos ou logo que tenha a confirmação dos dados, endereçarei ao doutor António José Seguro os meus parabéns, o desejo de um mandato muito bom em prol de Portugal e dos portugueses, que é sempre o que nos une”, declarou o candidato presidencial, numa primeira reação às projeções.

As projeções dos resultados da segunda volta das eleições presidenciais divulgadas pelas televisões dão a vitória a António José Seguro, com entre 66,8% a 73%. Segundo as previsões das televisões, André Ventura obtém entre 27% e 33,2%.

Quando o povo fala, o povo é soberano. Se o povo escolheu António José Seguro, é ele que será Presidente. E eu espero que ele seja um bom Presidente, porque o país precisa”, acrescentou.

O líder do Chega defendeu que é preciso saber a “distribuição exata do número de votos” para fazer “uma avaliação mais correta” dos seus resultados na segunda volta nas eleições presidenciais, mas salientou que “superar os 30%” dos votos é “um resultado que deve ser assinalado”.

Tudo indica que esta candidatura poderá estar acima inclusive do resultado do Governo nas legislativas, isso significaria uma reconfiguração do espaço da direita e da liderança da direita, mas isso ainda está por demonstrar”, pontuou.

Na primeira reação após a derrota, André Ventura assume que os resultados ficaram à quem, assinalando que tentou criar uma linha alternativa para uma “Presidência diferente”

Temos de continuar a trabalhar para convencer o país de que é preciso esta mudança”, afirma o candidato apoiado pelo Chega, destacando as diferenças entre ele e António José Seguro.
Ventura defende ainda que os partidos se uniram contra a sua candidatura.

Estas eleições foram uma união do sistema político todo – à direita e à esquerda – contra mim. E mesmo assim houve um reforço significativo face à primeira volta”, defende.
Mais de 11 milhões de eleitores foram este domingo chamados a escolher o novo Presidente da República, num sufrágio que opõe António José Seguro a André Ventura, os dois mais votados em 18 de janeiro.

No primeiro sufrágio, Seguro obteve 31,1% dos votos e Ventura, 23,52%, segundo o edital do apuramento geral dos resultados

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